Seu filho mente?



A maioria dos pais gosta de pensar que seus filhos são especiais. Então, pode ser uma grande surpresa quando os pais descobrem em algum momento que seus filhos estão mentindo. Mas, pesquisas mostram que mentir, mesmo para os pais, é uma parte natural do crescimento.

Na verdade, as pesquisas mostram que as crianças começam a enganar seus pais desde muito cedo na vida. Os bebês enganam seus pais por meio de gritos falsos, como se estivessem com fome ou com dor, como forma de reter a atenção e o colo dos pais.

Entre as idades de dois a três anos, as crianças começam a mentir quando infringem as regras estabelecidas. Aos cinco anos de idade, as crianças aprendem a mentir com sucesso para os outros. As crianças não são apenas predispostas a usar o artifício da mentira, mas, na maioria das vezes, as crianças aprendem esse comportamento em casa.

As crianças assistem seus pais mentirem e eles são explicitamente ensinados a mentir por seus pais.

Que pai ou mãe não mentiu a um filho para evitar que ele entrasse em contato com uma verdade desagradável (“tudo ficará bem”) ou ensinou os filhos a mentir para alguém que amam (“diga à vóvó o quanto você adorou o presente ”) ou instruiu uma criança a mentir em seu nome (“ diga que estou muito ocupada agora ”)?

Para melhor ou pior, os pais ensinam seus filhos a mentir e ficam chateados quando seus filhos usam a mentira para seus próprios propósitos.

Na verdade, as crianças aprendem rapidamente que mentir pode ser útil quando se tenta evitar punições, criar uma imagem melhor, influenciar o comportamento de outras pessoas ou formar sua própria identidade.

As crianças com QI mais alto, que são socialmente extrovertidas, ou que são criadas em um ambiente familiar de controle, são mais propensas a mentir.

Infelizmente, o comportamento de mentir tende a aumentar com o tempo, especialmente durante a adolescência, quando as crianças tentam afirmar sua independência. E para tornar as coisas mais complicadas, os adolescentes tendem a colocar recompensas à frente dos riscos, fazendo com que eles ajam de maneira mais descuidada (e muitas vezes mais enganosa) do que os pais gostariam.

O desafio que os pais enfrentam é como definir limites sem criar um ambiente hostil e controlador, priorizando a comunicação clara e fraterna.

Usar um estilo severo de parentalidade, exagerando (não verbalmente) e distribuindo punições severas, tende a ser contraproducente. As crianças mentem para evitar as consequências de suas ações; então aumentar as punições e castigos tende a aumentar um comportamento mais enganoso (esquiva).

Se você descobrir que seu filho está mentindo, o ideal é manter a calma. Concentre-se na raiz dessa mentira. O que ele busca com a mentira? De que situação ele pode estar se esquivando ao mentir?

Tente conversar com seu filho sobre o assunto em questão e tente entender o ponto de vista dele. Depois de ter tentado ver a situação do ponto de vista dele, deixe claro seu ponto de vista de maneira não agressiva.

Concentrar-se na mentirar em si, em vez de se concentrar no problema subjacente, muitas vezes desvia tempo e energia do problema real - apenas tornando mais provável que esse comportamento se repita.

É importante que você tenha consciência também de sua responsabilidade como pai / mãe em fornecer estrutura, estabelecendo regras e limites sobre o que é aceitável. E é fundamental que você diga aos seus filhos que você valoriza a honestidade em seu relacionamento com eles.

Embora este método esteja longe de ser uma prova completa, se usado de forma consistente, muitas vezes leva a melhores resultados a longo prazo.

Mas, se você está lidando com uma criança que mente mesmo quando não há motivo para mentir ou uma criança, que está constantemente se colocando em risco, procure ajuda profissional.

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